Foi cem por cento claro em sua expectativas. Foi sem barreiras: as naturais divinas e as humanas estabelecidas. Sempre ao som, do cigarro à sitar, como um indiano louco e seguro à beira do caminho onde ascende o puro.
Quando eu era bem pequenininho perguntei à minha mãe se para as estrelas também somos pontinhos.
A juba assustava impiedosamente os rapazes encantados, mesmo assim usava o vento ao seu favor letal ao espalhar os cheiros dos fios amareladamente queimados. E o rugido, ah o rugido. O rugido carimbava os corações das zebras ansiosas pela mordida.
O inferno veio flamejando de cima pra baixo. Era chuva de fuligem, de palavras carregadas, de saliva ácida. Mas o bem é ríspido e sem poréns, assim como a mãe e o pai.
Pediu a lua e os passos pisados de seu acúmulo vivencial. Pediu o câmbio e o direito de mudá-lo independente da velocidade. Pediu o sol, o ar quente, o balão e a cesta. Pediu ser dois em um, ser pergunta e resposta, ser pedir e obedecer.
Mesmo longe daquele filme argentino onde as sensibilidades exorbitavam até mesmo Júpiter, o rapaz pousou com gravidade lunar o beijo latino na boca européia.
Os hectares improdutivos da fazenda eram equivalentes aos vazios emocionais de cada coração sem chão.
Em aquário, as transcendências se iniciaram separando as ideias egoístas da semente iluminada. Justos e ímpios se embolaram por conta do padrão perdido. Quem comia o peixe com espinho entalou na garganta da evolução.